Metamorfose, 2021. Xilogravura. 40,5 x 30,9 cm

Metamorfose representa os sentimentos despertados nas lacunas temporais pessoais. No tempo que, apesar de insistente, se vê obrigado a parar. É uma reflexão do momento em que tudo e todos param para que o sentimento possa surgir. Quando, enquanto o mundo continua por girar, nós permanecemos estáticos e, paradoxalmente, em movimento dentro de nós. É sobre, não o momento, mas a essência das emoções e sensações. No instante em que o coração sente o externo dentro de si. É tudo aquilo que nos modifica a partir do que sentimos e é capaz de transformar a nossa visão de mundo, como nos enxergamos e a forma com que lidamos com as situações através do emotivo. São, por fim, os sentimentos que nos despertam o que temos de mais íntimo e sensível dentro de nós. O subjetivo que encontramos em momentos, pessoas, experiências e relações. O coração traduz o sentimento juntamente com as mariposas que, metaforicamente, simbolizam a transformação. A ornamentação presente na composição diz sobre a passagem do tempo a partir do crescimento das flores em diferentes formas e direções. Assim como a vida, por diferentes caminhos e circunstâncias.
O que sentimos nos modifica e nos faz estar nesse estado de metamorfose que nunca, em hipótese alguma, deixa de fazer com que estejamos sempre nos reinventando. É uma pulsão inevitável que, apesar de particular, ocorre entre e com indivíduos, provocando transformações que nos moldam e nos fazem ser, por fim, quem somos. 

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