Série: "Correntes Cruzadas"
Nesta série, subverte-se o mapa como instrumento de representação do literal para o figurado, fundindo elementos que juntos simbolizam não mais seus espaços singulares, mas as relações formadas pelos cruzamentos e encaixes de seus entornos. Os limites não são, aqui, definitivos e absolutos, assim como suas interdependências na realidade. O espaço que o Museu ocupa não é apenas cultural, mas político e social. Em vista disso, as esferas citadas passam a constituir peças integrantes deste mosaico cartesiano e atuam, em conjunto, de forma unitária por meio das novas representações construídas: a Cultura (Instituições Culturais), Sociedade (Brasil) e Política/Economia (Distrito Federal) se tornam um só. Como forma de fortalecimento poético, é feita a coloração em partes específicas a fim de salientar as intersecções entre os espaços, que evidenciam as tragédias: não foram perdas que penalizaram uma, mas todas as áreas da sociedade. Além disso, nas peças de cerâmica, adicionam-se dois elementos: no local do incêndio é carimbada uma moeda de 1 centavo modificada digitalmente com o ano da tragédia, em referência à expressãopopular “não vale nem um centavo”, associada ao alfinete de mapa fixado na localização do Palácio do Planalto (DF), buscando, assim, traduzir a negligência política com a cultura do país.
Ainda, a materialidade por meio de suas cores, formas e significados associados, se torna, no plano simbólico, um instrumento e meio de comunicação. Relacionam-se, desta forma, o processo de queima da argila ao fogo, a modelagem à noção de construção (na possibilidade, por meio das mãos humanas, de agregar ou destruir algo) e a cor preta das peças, por fim, às cinzas e carbonização material dos bens perdidos durante os incêndios.
Desse modo, através de elementos cartográficos e duas linguagens matéricas distintas, esses sistemas são reconstruídos em uma tentativa de potencializar os espaços que essas Instituições ocupam e que, por causa do descaso, se encontram em latente fragmentação, evidenciando, portanto, a inevitável interdependência entre os campos investigados.
Representação de perspectiva do projeto expositivo proposto




Cerâmica
[ainda em desenvolvimento]








Júlia Hallal. Confluência: Museu Nacional, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Cerâmica e alfinete. 60 x 48 cm.
Litogravuras

Júlia Hallal. Confluência, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
39,5 x 36,5 cm (Suporte) / 28,5 x 28,5 cm (Mancha gráfica). Edição: 10 + 1 PA.

Júlia Hallal. Confluência II, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
40,5 x 42 cm (Suporte) / 27 x 29 cm (Mancha gráfica). Edição: 12 + 1 PA.

Júlia Hallal. Confluência III, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
34,9 x 45,3 cm (Suporte) / 28,9 x 29,3 cm (Mancha gráfica). Edição: 10 + 1 PA.

Júlia Hallal. Confluência IV, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
38 x 55 cm (Suporte) / 29 x 31 cm (Mancha gráfica). Edição: 12 + 1 PA.

Júlia Hallal. Confluência V, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
36 x 52,3 cm (Suporte) / 25 x 28,3 cm (Mancha gráfica). Edição: 10 + 1 PA.

Júlia Hallal. Confluência VI, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
39,5 x 51,5 cm (Suporte) / 28,5 x 31,5 cm (Mancha gráfica). Edição: 10 + 1 PA.

Júlia Hallal. Confluência VII, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
38 x 50,5 cm (Suporte) / 29 x 30,5 cm (Mancha gráfica). Edição: 14 + 1 PA.

Júlia Hallal. Confluência VIII, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
37 x 55 cm (Suporte) / 29 x 39 cm (Mancha gráfica). Edição: 10 + 1 PA.

Júlia Hallal. Confluência IX, 2022. Série: “Correntes Cruzadas”. Litogravura. Papel Hahnemühle.
38 x 52 cm (Suporte) / 28,5 x 39,5 cm (Mancha gráfica). Edição: 10 + 1 PA.



Vista de exposição. Projeto MUSA. Shopping Parque da Cidade – Galeria RG – São Paulo (SP). Jul/2022.
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